segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Vale a pena correr o risco de morrer para ficar mais bonito?

Na última edição do Fantástico, uma matéria a respeito da Sibutramina foi dada um alerta.



E além de cirurgias, o brasileiro também abusa de outro facilitador do emagrecimento - os medicamentos. Um estudo das Nações Unidas aponta que o Brasil está entre os maiores consumidores do mundo de remédios para emagrecer.

Um deles acaba de ser proibido na Europa - mas continua sendo vendido no Brasil com retenção da receita.

A sibutramina chegou ao mercado oferecendo tudo que quem quer perder peso gostaria de ouvir: Emagrecimento rápido e praticamente sem efeitos colaterais.

A sibutramina age no cérebro ajudando a aumentar os níveis de serotonina e noradrenalina - neurotransmissores que regulam as emoções. Mas ao impedir que esses neurotransmissores sejam recaptados, cria um efeito colateral poderoso: reduz o apetite.

Só que também provoca outras reações.


A sibutramina acaba de ser proibida em todos os países da União Europeia. Um estudo mostrou que a substância aumenta o risco de doenças cardiovasculares graves, como derrame e ataque cardíaco em paciente obesos que já têm história de doenças cardiovasculares.

No Brasil, por causa do mesmo estudo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária fez um alerta a médicos e farmacêuticos.
“É preciso observar com muito mais cuidado os pacientes que tenham risco cardíaco já pré-estabelecido. Se houver opções de substituição, devem ser utilizadas”, alerta Dirceu Raposo de Mello, presidente da Anvisa.

A Anvisa recomenda os pacientes que já estão tomando sibutramina que conversem com seus médicos para saber se continuam ou não o tratamento. A Agência ainda vai decidir se vai tornar mais difícil a compra ou retirar do mercado um dos medicamentos mais vendidos do país. Foram quase duas toneladas em 2009.
“São produtos que causam efeitos adversos, reações, que são delas esperadas, mas que podem ser graves e até fatais”, explica Dirceu.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia é categórica: o medicamento só é indicado para quem tem obesidade mórbida ou Índice de Massa Corporal acima de 30. Ou então, paciente com sobrepeso que tenha diabetes, por exemplo.

Além de reduzir o apetite, essa substância acelera o metabolismo. Isso significa que a pessoa gasta mais calorias fazendo as atividades normais do dia a dia. Só que quando a medicação é suspensa, o peso perdido volta rápido, porque aí volta a valer uma regra da qual ninguém escapa: quem quer manter o peso, manter o equilíbrio, sabe que tudo que come em um dia precisa ser gasto em atividades físicas. Quem quer perder peso precisa comer pouquinho e gastar muito mais energia. Agora, quem insiste em comer mais e gastar menos energia, não tem jeito, acumula peso.


FONTE: Globo.com

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Obesidade e Gravidez

Sabe-se que a gravidez é um momento onde a mulher pode ter uma grande mudança corporal. A gestação pode atuar como um fator desencadeante da obesidade. Se a mulher já apresentar sobrepeso ou for obesa, a gestação poderá atuar como um agravante.

Hoje a obesidade já é considerada um grave problema de Saúde Pública. Sua prevalência vem aumentando sistematicamente ao longo das últimas décadas, tanto em países desenvolvidos como em boa parte dos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a obesidade seria hoje um dos maiores e mais visíveis, porém mais negligenciados, problemas de Saúde Pública em todo o mundo.

Repercussões maternas da obesidade

Muitos estudos têm apontado que mulheres que iniciam a gravidez com IMC (Índice de Massa Corporal) acima do normal (que seria 20 a 24,9) têm riscos mais elevados para diversas complicações:

- o risco de pré-eclâmpsia dobra a cada aumento de 5 a 7 kg/m2 (equivalente a um aumento no risco de 0,54% para cada 1 kg/m2 de aumento do IMC).

- quanto maior o IMC materno inicial, maior o risco de diabetes gestacional (DG).

- gestantes obesas também apresentam maior probabilidade de terem infecções urinárias e do trato genital inferior.

- o sobrepeso materno aumenta os riscos de parto induzido, cesarianas, hemorragia maciça pós-parto e infecção pós-parto.

A importância do Exercício

O exercício atua como uma excelente maneira de controlar o ganho de peso para mulheres que estão com sobrepeso, e para aquelas que apresentam peso normal, pode controlar o ganho de peso durante a gravidez.

A mulher deve realizar exercícios aeróbicos leves e moderados, variando a frequência semanal conforme seu nível de aptidão, isto é, se ela era sendentária ou ativa antes de engravidar.

Lembramos também que o acompanhamento nutricional nesses casos é primordial para saúde da mãe e do bebê.

FONTE: Método Gerar

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Hipermagreza domina passarelas da SPFW

"Gente, o que é isso, essa menina está doente?" A frase, de um fashionista sentado na primeira fila de um desfile da SPFW, ilustra um espanto recorrente na atual edição do evento: as modelos estão mais magras do que nunca. Prova disso é que estilistas estão tendo dificuldades em montar seus "castings", fazem ajustes de última hora e escolhem peças estratégicas que escondam os ossos saltados das modelos.

Na SPFW da magreza radical brilham modelos na faixa dos 18 anos, que têm índice de massa corporal, calculado pela Folha, igual ao de crianças de 9 anos. No mundo dos adultos, a Organização Mundial da Saúde chama esse índice de "magreza severa".

Modelo em desfile na São Paulo Fashion Week - Alexandre Schneider/Folha Imagem

A explicação vem da top Aline Weber, 21, que mora em Nova York e participou do filme "Direito de Amar", de Tom Ford. "Três coleções atrás, no auge do pânico antianorexia, as pessoas pesavam as modelos no backstage para ver se elas estavam saudáveis. Agora, a poeira baixou. Se você engorda um pouco, todo mundo está ali pra te julgar. Se você emagrece, falam que você está linda." Aline diz conhecer muitas meninas bulímicas e anoréxicas fora do Brasil. "As russas são as piores", conta.

O stylist David Pollak identifica o padrão supermagro europeu como uma das causas da onda que atinge a atual edição da SPFW. "Muitas meninas estão trabalhando fora e por isso estão supermagras. Estão dentro do padrão de Paris, que é esquelético."

A magreza radical fez com que ele tivesse dificuldades na hora de montar o "casting" da Cavalera. "A marca tem uma imagem mais adolescente, saudável. Por isso, peguei meninas que não são badaladas [leia-se, as que ainda não têm carreira internacional]. Outros stylists tiveram de fazer o improvável: dispensar meninas de suas seleções porque elas estavam magras demais.

A onda tem feito eles inverterem uma antiga lógica da moda: ao invés de avaliarem roupas ideais para esconder, por exemplo, um quadril mais largo, têm de descobrir os looks que vão ocultar um corpo esquálido. "As meninas muito magras causam problemas. Seus ossos apontam num vestido de seda mais fluido. Ou seus corpos, muito estreitos, deixam a proporção toda estranha", avalia o stylist Maurício Ianês.

Muito café

O estilista Reinaldo Lourenço não só percebe a hipermagreza das modelos desta temporada como também conta que teve que fazer hora extra por conta do fenômeno. "Tive que fazer vários ajustes de última hora em roupas que ficaram largas nas meninas, o que me deu o maior trabalho", diz. Segundo ele, isso acontece porque a atual safra de modelos é "muito jovem".

Nos camarins, longe da mesa de salgadinhos e quitutes --relegada aos jornalistas--, modelos desfilam com copos de café. "Identifico as mais magras como a turma do cafezinho, já que elas passam o dia todo tomando café para não comer e ficarem ligadas", diz Pollak. Em entrevistas, elas escondem o peso e as medidas. "Não sei quanto peso. Nunca subo na balança", disfarça uma delas.

Cristina Theiss, 18, jovem aposta da Ford Models, teoriza: "Para fazer passarela de inverno, precisa ser mais magrinha mesmo, porque as roupas são volumosas, enchem demais". Para agências de modelos, o assunto ainda é tabu. Ou foi deixado de lado. "Magreza? Anorexia? Mas que assunto antigo, datado!", diz um agente, interrompendo a entrevista da Folha com uma modelo. Basta olhar para as passarelas para ver que não é.

FONTE: Folha Online

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ano novo, vida nova e alimentação saudável o ano todo!

Janeiro é o mês das grandes promessas, dos grandes planos. É o mês em que tentamos esquecer os momentos ruins do ano que passou e pensar somente em coisas boas para o ano que entra. É o mês em que todos tentamos organizar nossa vida em todos os sentidos: família, trabalho, divertimentos e, é claro, alimentação. Em janeiro muitas pessoas começam uma dieta, se matriculam em academias, cuidam do corpo e da saúde e prometem ter uma alimentação saudável e fazer atividade física o ano todo.

Mas, infelizmente muitas pessoas não conseguem levar esses planos por mais de um mês. Logo desanimam, perdem a vontade, esquecem-se das promessas ou fazem outras que acham mais importantes! E aí, a promessa de uma vida saudável fica só para o ano seguinte. Mas sempre é tempo, não precisa esperar o outro ano, basta ter vontade e começar de novo.

Planejar uma vida saudável e uma alimentação adequada nem sempre é fácil. Muitas pessoas não sabem como organizar sua alimentação e quais exercícios físicos podem fazer. Sem conhecimento, “fecham a boca” para tudo, deixam de comer vários alimentos importantes, diminuem a alimentação à quase nada. Para piorar, fazem o contrário com as atividades físicas: exageram mesmo! São horas de caminhada, pegam pesado na musculação, nadam, correm, fazem aulas e mais aulas de ginástica, esquecem-se dos alongamentos... tudo para perder peso logo!

Assim ninguém agüenta o pique e desiste mesmo de levar uma vida saudável, pois esse é o pior caminho para obter saúde e conseguir o corpo desejado! O ideal é consultar os profissionais da área (nutricionistas, professores de educação física, fisioterapeutas) para aprender como praticar atividades físicas e se alimentar corretamente.

Nossa alimentação deve ser organizada de acordo com nosso estilo de vida. Isso quer dizer que cada um deve se alimentar de acordo com sua idade, peso, altura, sexo, peso ideal. Mas é preciso considerara muito mais: trabalho, estudos, exercícios físicos, duração do sono e, é claro, hábitos alimentares, horários de todas as atividades, quem prepara as refeições, como prepara, local onde faz as refeições. Enfim, são uma série de fatores que podem influenciar na alimentação!

Para não desistir de ter um ano feliz e saudável, não desista da alimentação. Evite alimentos gordurosos e excesso de doces. Faça várias e pequenas refeições ao dia. Troque os alimentos refinados pelos integrais. Coma muita salada, frutas, e legumes frescos. De preferência, tudo orgânico (sem agrotóxicos) e não se esqueça de sucos naturais e tome muita água!

Feliz 2010!

FONTE: Bem Estar

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Alimentação nas Férias

Férias, quem não gosta delas? Quando falamos de férias vem logo o sinônimo de descanso, busca por um maior bem-estar, momentos de lazer, de diversão, de novas alegrias e renovação das energias. Mas… onde está a preocupação com a alimentação nas férias?

Há quem pense que neste período a boa alimentação também "entra de férias" puro engano: com mais tempo para pensar em si mesmo, o melhor é pararmos para reavaliar como anda nossa alimentação, buscando assim um equilíbrio capaz de maximinizar os benefícios de umas boas férias.

O ideal é evitar armadilhas e é fundamental resistir às tentações. Sendo assim, alimente-se somente nos horários certos, não se permitindo “comer com os olhos”.

Dicas saudáveis para uma boa alimentação nas férias:

  • Evite “pular” o café da manhã, pois a primeira refeição deve garantir a energia necessária para aproveitar o dia inteiro;
  • Procure manter a rotina: hórario para acordar, para fazer as refeições, para se divertir e para dormir;
  • Mastigue bem os alimentos;
  • Escolha sempre os alimentos de estação, principalmente as frutas, verduras e legumes;
  • Não se deixe levar pela gula: faça uma lista para comer somente o que é realmente necessário (evite comer demasiadamente aquela comida tão gostosa da vovó;Cuidado com os embutidos (mortadela, salame, presunto, etc). Eles carregam uma quantidade considerável de gordura, colesterol e sódio;
  • Se não puder dispensar os embutidos, escolha aqueles com menor valor calórico, como os alimentos ligth;
  • Não fique mais de quatro horas sem se alimentar: seu metabolismo começa a ficar lento depois deste período;
  • Prefira alimentos integrais, pois eles contêm mais nutrientes e fibras, que fazem bem para o organismo;
  • Crie pratos novos e busque sempre introduzir os cereais integrais em suas refeições;
  • Evite comer certo tipos de alimentos em exagero, como chocolates, doces, salgadinhos, frituras, etc.

Alguns cuidados devem ser tomados no período de viagens nas férias:

  • A alimentação deve ser feita em horários fixos, assim evitando que fique beliscando besteiras;
  • Procure manter as 5 a 6 refeições ao dia;
  • Permita-se comer coisas que tem vontade, mas tenha cuidado para não exagerar;
  • Hospedar-se em casas de familiares e um perigo, principalmente na “temível” casa da vovó, a maior vilã da dieta da criançada;
  • Se está viajando, portanto fora de seu hábito alimentar de rotina, não exagere ao querer experimentar novos pratos, pois pode causar indigestão;
  • Realize atividades físicas, ao menos uma caminhada.

Risco de Desidratação ou de Intoxicação Alimentar

Ir de férias para destinos quentes e/ou úmidos, significa que as necessidades hídricas do organismo vão aumentar. No entanto, o fato de se estar de férias, em passeio e entretido a visitar lugares novos, faz com que não se beba a quantidade de água adequada. São vários os fatores que nos levam a beber menos água do que o normal na nossa rotina:
  • Deslocações e excursões em viagem;- a falta de água engarrafada ou o receio de beber água contaminada;
  • A ausência de um banheiro por perto;
  • Consumo de outras bebidas à refeição (refrigerantes, bebidas alcoólicas).
Assim, devemos procurar adotar algumas estratégias que nos protejam da desidratação e das intoxicações causadas pelo consumo de água contaminada. Tenha em atenção os seguintes cuidados:
  • Evite beber água da torneira, sobretudo em destinos onde as condições de salubridade sejam menores do que aquelas a que está habituada. Tenha ainda atenção ao gelo em bebidas e cuidado com saladas, frutas e outros alimentos que possam ter sido lavados com água da torneira.
  • Arranje uma pequena garrafa de água e vá bebendo pequenas quantidades ao longo do dia. Se beber pouco de cada vez, terá de ir menos vezes ao banheiro.
  • Prefira alimentos ricos em água, como frutas frescas (sem casca ou bem lavadas) ou verduras cozidas (tenha atenção às saladas cruas).
  • Evite alimentos diuréticos ou laxantes - álcool, refrigerantes com cafeína ou chás muito intensos. Guarde-os para o final do dia. Evite também pratos muito condimentados que o deixem com sede.
Uma pessoa bem hidratada tem até mesmo sua pele mais bonita, melhor. A água é o elemento mais abundante em nosso corpo, logo uma deficiência em sua concentração leva a grandes problemas.

E lembre-se: apesar de férias serem sinônimo de diversão, não podemos nos descuidar de nossa saúde.

Caso contrário, no final das férias, novamente estaremos com a consciência pesada por termos adquirido aqueles “quilinhos a mais” indesejáveis. Curta as férias da melhor maneira possível, aprendendo que a energia não vem somente do lazer momentâneo mas também da boa alimentação que você deve continuar a ter!

FONTE: Nutrição em Foco e Atelier da Nutrição